domingo, 7 de abril de 2013

Você passa tanto tempo em silêncio, que já não sabe nem como começar um texto. O início não é tão bom, mas não deixa de ser um começo.
Às vezes, você não se sente bem, quer pausar a vida por um tempo. Apesar de não serem bons sentimentos, você não deixa de senti-los. E o tempo não para. Você começa usar lembranças para voltar no tempo.E se lembra que o tempo não volta. E tenta esquecer.

Você tenta.

Você perde um bom tempo tentando não sentir. Você acaba se acostumando com o sentimento, até não sentir mais nada. Você perde tempo tentando achar sentido.Você pensa: pelo menos tentei. 
Você responde: mas perdi.O tempo continua passando. 
Você ganha (rugas).

Você passa tanto tempo falando besteiras, que já não sabe nem como parar o texto. O meio não está tão bom, mas você ainda não achou um bom final.

Às vezes, você sente-se tão bem que estranha, quer pausa a vida por um tempo. Apesar de serem bons sentimentos, eles sempre são esquecidos mais rápido do que os ruins. Sentimentos ruins marcam, e nós nunca temos cicatrizes para mostrar à felicidade.

Você começa a se sentir velho. Você começa a se perguntar, quando foi que o futuro deixou de ser esperançoso e se tornou ameaçador.


Você se apaixona e o tempo para.


Você começa a se sentir bobo e idiota. Procura pelos maus sentimentos, dos quais já estava acostumado. Sente que está fora da zona de conforto. Se sente perdido ao achar alguém que bagunça seus sentimentos. Mas acaba se sentindo grato. Por te devolver as palavras, pelo sentimento bom e desconhecido. 


Talvez você sinta-se como eu.
Apesar de não saber como terminar o texto. Não procuro pelo final feliz.

Mesmo estando feliz, e sabendo que isso não é o final.