Este sentimento de precisar de algo, e nunca ter uma definição concreta do que se precisa. Talvez, um coração de concreto, que me fizesse não precisar desse tipo de sentimento, é o que eu precise. Estamos sempre precisando de alguma coisa. Estou precisando não precisar, e sinto que não estou sendo muito preciso no que quero dizer.
É escritor precisando ler. Médico precisando ser curado. Psicólogo precisando de psiquiatra. Advogado precisando atacar. Criança de rua precisando de camisa. Governantes precisando de camisa (de força), não de paletó.
É Leitores precisando escrever. Doentes precisando curar. Psiquiatra precisando desabafar para alguém. Advogados precisando de defesa. Crianças com camisa precisando ser de rua e protestar. Governantes que não precisamos.
Precisamos um do outro. E na maioria das vezes, o outro não precisa da gente.
Preciso falar a verdade e dizer que menti. Preciso rir quando falar que cansei dos choros. Preciso me locomover numa viagem, e ficar inerte por lá. Preciso escrever sobre precisar. Preciso não precisar. Preciso saber em quem confiar. Preciso que confiem em mim. Preciso de auto-confiança. Preciso saber. Preciso ignorar e fingir que não sei. Preciso não me importar com coisas pouco importantes. Preciso de amor, de honestidade, de respeito. Preciso de sentimentos preciosos. Preciso de paz, nem que eu tenha que vencer umas guerras para isso. Preciso achar sentindo no que estou falando. Preciso falar o porque de ser calado. Precisam interpretar melhor meu silêncio. Preciso GRITAR para que se calem. Preciso de um minuto de silêncio, para o morto aqui.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Gotas.
Lá fora faz um lindo dia.
Está chovendo bastante, com muitos raios, ventos e tudo que uma tempestade tem direito.
Ele adora tempos assim. Ele não sabe bem porquê. Ele não sabe por que gosta das coisas que gosta. Ele só gosta. Ele não sabe por que escreveu na terceira pessoa. Ele só escreveu.
Ele adora tempos assim. Ele não sabe bem porquê. Ele não sabe por que gosta das coisas que gosta. Ele só gosta. Ele não sabe por que escreveu na terceira pessoa. Ele só escreveu.
Do que ele não gostava é de como as coisas estavam indo. Tem
ficado insuportável para ele, cada vez pior. Tanta gente fingindo se importar. Gente
que deveria, e não se importa. Tanta gente se importando com coisas medíocres. Tanta
gente, e ele lá, tão só, no meio de tanta gente. E
Ele detesta quando alguém o define. Ele involuntariamente
começa a agir contrário ao que a pessoa o denomina. Ele tem um enorme desejo
de liberdade. Ele só quer ser espontâneo. Ele quer ser ele. Ele que ser sem
definições e é isso que o define.
Ele acha incrível como tudo passa pelo julgamento das
pessoas. Tudo passa pelo julgamento imaginário das pessoas. “Nossa, isso não
ficou tão bom”. “Ah eu faria melhor”. Seja falando diretamente, seja falando
pelas costas. Seja em pensamento. As pessoas falam demais. Ele considera essas pessoas tão previsíveis.
Ele acha tão perceptível quando alguém o xinga mentalmente. Tanta gente
interesseira. É como se ele tivesse o poder de ler mente. Ele é preso a esse
grande tédio, onde ninguém o surpreende.
Poderes assim requerem
sacrifícios. Só para sua informação, não lá tão bom saber quando alguém está mentindo. Pior do que
gente falando mal de você, é gente que você ama falando mal de você. Não dar
para simplesmente passar a odiá-las. Nem sempre elas falam querendo o seu bem. Ultimamente
o ódio é mais recíproco que o amor.
Toda dor que o fizeram sentir, acabou por se transformar em
combustível. Em álcool para ser mais exato. Ele não conseguia mais parar de
beber. Ele queria banha-los com sua dor-combustível e joga-los um fósforo.
Ele jurou faze-los engolir cada uma de suas palavras. L e t r a p o r l e t r a.
Depois de tanta mágoa, chega um momento que não dói mais. Ele
se acostumou com a dor. Tornaram-se íntimos, companheiros. Ela não lhe deixa só. Ele mente. Ele sabe que ela continua lá. Ele a sente. Ele sabe porque lá fora continua chovendo bastante. Ele ouve os trovões. Ele sabe.
Ele sabe porque mesmo com as janelas completamente fechadas, digitando essa merda de texto, uma gota acaba de cair no teclado.
Ele sabe porque mesmo com as janelas completamente fechadas, digitando essa merda de texto, uma gota acaba de cair no teclado.
domingo, 7 de abril de 2013
Você passa tanto tempo em silêncio, que já não sabe nem como começar um texto. O início não é tão bom, mas não deixa de ser um começo.
Às vezes, você não se sente bem, quer pausar a vida por um tempo. Apesar de não serem bons sentimentos, você não deixa de senti-los. E o tempo não para. Você começa usar lembranças para voltar no tempo.E se lembra que o tempo não volta. E tenta esquecer.
Você tenta.
Você perde um bom tempo tentando não sentir. Você acaba se acostumando com o sentimento, até não sentir mais nada. Você perde tempo tentando achar sentido.Você pensa: pelo menos tentei.
Você responde: mas perdi.O tempo continua passando.
Você ganha (rugas).
Você passa tanto tempo falando besteiras, que já não sabe nem como parar o texto. O meio não está tão bom, mas você ainda não achou um bom final.
Às vezes, você sente-se tão bem que estranha, quer pausa a vida por um tempo. Apesar de serem bons sentimentos, eles sempre são esquecidos mais rápido do que os ruins. Sentimentos ruins marcam, e nós nunca temos cicatrizes para mostrar à felicidade.
Você começa a se sentir velho. Você começa a se perguntar, quando foi que o futuro deixou de ser esperançoso e se tornou ameaçador.
Você se apaixona e o tempo para.
Você começa a se sentir bobo e idiota. Procura pelos maus sentimentos, dos quais já estava acostumado. Sente que está fora da zona de conforto. Se sente perdido ao achar alguém que bagunça seus sentimentos. Mas acaba se sentindo grato. Por te devolver as palavras, pelo sentimento bom e desconhecido.
Talvez você sinta-se como eu.
Apesar de não saber como terminar o texto. Não procuro pelo final feliz.
Mesmo estando feliz, e sabendo que isso não é o final.
Às vezes, você não se sente bem, quer pausar a vida por um tempo. Apesar de não serem bons sentimentos, você não deixa de senti-los. E o tempo não para. Você começa usar lembranças para voltar no tempo.E se lembra que o tempo não volta. E tenta esquecer.
Você tenta.
Você perde um bom tempo tentando não sentir. Você acaba se acostumando com o sentimento, até não sentir mais nada. Você perde tempo tentando achar sentido.Você pensa: pelo menos tentei.
Você responde: mas perdi.O tempo continua passando.
Você ganha (rugas).
Você passa tanto tempo falando besteiras, que já não sabe nem como parar o texto. O meio não está tão bom, mas você ainda não achou um bom final.
Às vezes, você sente-se tão bem que estranha, quer pausa a vida por um tempo. Apesar de serem bons sentimentos, eles sempre são esquecidos mais rápido do que os ruins. Sentimentos ruins marcam, e nós nunca temos cicatrizes para mostrar à felicidade.
Você começa a se sentir velho. Você começa a se perguntar, quando foi que o futuro deixou de ser esperançoso e se tornou ameaçador.
Você se apaixona e o tempo para.
Você começa a se sentir bobo e idiota. Procura pelos maus sentimentos, dos quais já estava acostumado. Sente que está fora da zona de conforto. Se sente perdido ao achar alguém que bagunça seus sentimentos. Mas acaba se sentindo grato. Por te devolver as palavras, pelo sentimento bom e desconhecido.
Talvez você sinta-se como eu.
Apesar de não saber como terminar o texto. Não procuro pelo final feliz.
Mesmo estando feliz, e sabendo que isso não é o final.
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