segunda-feira, 24 de junho de 2013

O que for preciso.

Este sentimento de precisar de algo, e nunca ter uma definição concreta do que se precisa. Talvez, um coração de concreto, que me fizesse não precisar desse tipo de sentimento, é o que eu precise. Estamos sempre precisando de alguma coisa. Estou precisando não precisar, e sinto que não estou sendo muito preciso no que quero dizer.

É escritor precisando ler. Médico precisando ser curado. Psicólogo precisando de psiquiatra. Advogado precisando atacar. Criança de rua precisando de camisa. Governantes precisando de camisa (de força), não de paletó. 
É Leitores precisando escrever. Doentes precisando curar. Psiquiatra precisando desabafar para alguém. Advogados precisando de defesa. Crianças com camisa precisando ser de rua e protestar. Governantes que não precisamos.

Precisamos um do outro. E na maioria das vezes, o outro não precisa da gente. 

Preciso falar a verdade e dizer que menti. Preciso rir quando falar que cansei dos choros. Preciso me locomover numa viagem, e ficar inerte por lá. Preciso escrever sobre precisar. Preciso não precisar. Preciso saber em quem confiar. Preciso que confiem em mim. Preciso de auto-confiança. Preciso saber. Preciso ignorar e fingir que não sei. Preciso não me importar com coisas pouco importantes. Preciso de amor, de honestidade, de respeito. Preciso de sentimentos preciosos. Preciso de paz, nem que eu tenha que vencer umas guerras para isso. Preciso achar sentindo no que estou falando. Preciso falar o porque de ser calado. Precisam interpretar melhor meu silêncio. Preciso GRITAR para que se calem. Preciso de um minuto de silêncio, para o morto aqui. 

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