Que antigamente, os escravos eram legalmente definidos como mercadoria, você já sabe.
Que eram escravizados povos de nações que perderam guerras, ou por questões raciais, você já sabe.
Que os donos de escravos não queriam libertá-los, porque o trabalho de um escravo, era mais produtivo que o de dez pessoas livres para fazer o mesmo tipo de trabalho, talvez você não saiba. Ou sabe. É Ensino Fundamental.
Mas isso não valia nada, e até hoje não vale muita coisa. O que você faz, não é equivalente ao valor do que você possui. Como se as coisas que você tem, não fosse se desintegrar. Como se o quadro da Monalisa, o mais valioso de todos, não fosse virar farelo um dia, num desses museus elegantes da Europa.
Eu não acredito em princesas. Me lembra contos de fadas e se você já deixou de ser criança sabe do que estou falando. Muito menos em Princesa Isabel e em Lei Áurea. Porque se pararmos pra pensar um pouco sobre isso, veremos que a escravidão não acabou. É Ensino sem Fundamento.
Se antes os escravos trabalhavam para ter o que comer e onde morar, conheço muita gente escravizada até hoje. Ganhando um salário que só dá para pagar aluguel, pagando por uma casa que nunca vai ser sua, e para fazer as compras do mês. O que os colocam na mesma posição as condições escravas de tempos atrás.
Conheço escravos de todas as cores. Que são mercadorias. São as camisas Calvin Klein, as Lacostes, são seus carros, são o que possui. São produtos. Enquanto a maioria é o produto falsificado, a maioria não é ninguém.
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